terça-feira, 6 de setembro de 2016

A scam on LinkedIn -- that makes me mad!

A umas semanas atras, eu fui chamada para uma entrevista de emprego. Uma vaga no ramo de markething. Titulo pomposo. Coisas que sociologos podem fazer. E fazer bem feito.

O predio ficava a uns bons 40 minutos de carro. Pelo menos nao tinha que pagar pedagio. No fim das contas, fui chamada para uma terceira rodada de entrevista. Desta vez, os candidatos peneirados ficariam cerca de 6 horas em Chicago, no centro, acompanhados por um coach da empresa.

Eu fui apresentada a um brasileiro. Ele me acompanharia durante todo o dia fazendo acoes ( quizzes, bussiness plans) e, daria a palavra final sobre a minha contratação. O cara chatinho, com aquele linguajar manjado, contando que era do Rio, casado com uma americana, que tinha não sei quantos franchises no Rio. Com a gente estavam duas outras pessoas. Eles ja tinham sido contratados e estavam em fase de treinamento.

Fomos para a Michigan avenue. A avenida mais importante de Chicago. O coach dirigiu por cerca de 50 minutos do escritório nos suburbs até o centro. Estacionou e fomos eu e ele para uma cafeteria. Os outros dois, segundo ele, iriam para o lugar de sempre e dar inicio ao treinamento do dia.

Eu ouvi toda a historia da empresa, fiz anotações e tentei fazer o maior numero de perguntas possiveis sobre a vaga. No final do dia, voltaríamos ao escritório e eu responderia um questionário.

O tempo passou. Eu tomei cafés mil, almocei pão. Tudo do meu bolso. Gastando dinheiro, gastando gasolina mas com a possibilidade de arrumar um emprego bom.

Ao final do dia, o cara me avaliou e disse para eu encontrar com o resto do pessoal em 15 minutos, numa esquina da Michigan.

La fora, as duas pessoas que vieram comigo no carro, e o tal coach, estavam vendendo titulos de uma empresa - let's just say - do tipo Unicef. Aborda-se pessoas na rua e tenta vender a elas titulos a 20 dolares cada. A pessoa ganha uma camiseta da entidade ao final. Caso eu fosse escolhida para preencher a vaga, ganharia 35 dólares por dia mais 2 dólares por cada titulo vendido.

I'm going to put this way so you can have the whole picture: 
At an 8-hour day, I would need to sell 25 cards to make the equivalente of Chicago's minimum wage.

Desenhei, né?

Naquele momento eu nao sabia se gritava com o coach from hell ou se começava a formular um plano diabólico de vinganca. Pensei em dizer a ele para me levar ao meu carro imediatamente ou eu chamaria a policia e o acusaria de sequestro!

Voltamos ao escritório. Eu respondi ao questionário e fui chamada, pelo big boss, para saber se seria contratada ou não. O cara fez uma cara seríssima, dizendo que precisava confabular com o coach para tomar a grande decisão. Eu fiz uma cara de ansiedade. Minha melhor cara. Ele retornou dizendo que nao era nada pessoal, que eu deveria entender, etc, e que a vaga era minha!

Dai eu fiz cara de Miss sendo coroada! Minha segunda melhor cara. Agradeci horrores. O tal coach veio me dar os parabéns. Me levou até o estacionamento e, como bom brasileiro sem profissionalismo, começou a falar mal da familia dele no Brasil. Que ele ainda seria o maioral nos EUA - que a familia acusava ele de ter casado por causa do green card, etc, e ele iria provar o contrario.

No outro dia, ele me enviou mensagem de texto. Eu estava atrasada, ele disse. Eu repliquei: Are you fucking kidding me????!!!!

Segue fotos:

Eu e meu planinhos.


Fazendo análise e planejando estratégias de marketing para a minha empresa fictícia. 



A poor soul carregando a mesinha. Mesinha, panfletinhos, camisetinhas. 




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