domingo, 10 de maio de 2015

A cara di recalque

Eu tenho um tio a quem eu chamo de Tio Nêgo. Meu pai também se refere a ele como Nêgo. Ele é o mais pretinho da turma de quatro irmãos daí o apelido. Esse foi até então um assunto nunca explorado até o Dia das Mães deste ano de 2015. A prima não chama tio Nêgo de Tio Nêgo, mas sim por Joaquim, seu primeiro nome.

Discorrendo sobre o assunto no grupo, a prima deixou bem claro que eu '' vejo racismo em tudo'' e que " ninguém tem de concordar com minhas idéias''. Daí você se pergunta o que o C* tem a ver com as calças e eu digo - nada! Bitch is crazy!

Quando eu comentei que ela teria de aprender a interpretar textos o negócio degringolou de vez. Ela me acusou de racista e, que eu vejo racismo em tudo, por ter comentado que chamo meu Tio Nêgo de - veja bem - Nêgo. Detalhe - a moça ém questão é negra. O pai é remanescente do quilombo Kalunga no chapadão goiano na divisa entre Goiás e Bahia.


Depois dela estragar o meu Dia das Mães ( sim, eu celebro e sou feminista, Pode?) e eu ficar completamente desnorteada, marido tirou  o telefone de mim dizendo She is not the sharpest knife in the drawer. Eu sei. Dói.

Eu sei que não era sobre quem é negro ou se vê como negro ou não ---- era sobre mim. É sobre mim. Aquele incomodo, sabe. Aquele que Tina Lopes já falou, etc. Te amo, Tina. Se não fosse você eu estaria aqui me perguntando de como e porquê e como again, a prima começou a surtar.


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