quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Muitas Lus

Tenho duas Lucianas na minha vida. Elas são parte da familia que venho construíndo ao longo desses anos. Uma familia que nasceu nas internês da vida. Da Luciana Borboleta eu já conhecia a risada mesmo antes de conhecê-la pessoalmente. Já conhecia a fama dela. Contavam tanta coisa sobre ela. Que ela era tudo aquilo e muito mais. A Luci de Lion chegou por aqui na mesma época da Borbs. Eu ainda não a conheço pessoalmente, saca? No entanto, a relação que tenho com ela é muito mais interessante e importante do que muita amizade que já vivi por aí. Luci tem senso de humor. Quando eu comecei a ler o blog que ela escreve, criei uma afeição enorme por ela. E todo dia quero saber dela.

Eu recebi duas declarações de amor nesta semana. Elas vieram a calhar. Na semana em que monstrinhos saíram da escuridão para me contar o que realmente elas pensam de mim. Sim, isso é sobre família. Aquela de sangue. Eu sempre achei assim - se a pessoa acha que eu casei por dinheiro, por green card, por isso e aquilo ( coisas que ela classifica como sendo de gente sem moral - aka - mulher), eu não tô nem ligando. Porquê, né, desde que namorava meu marido que eu ouço barbaridades. Em um salão de beleza em Goiânia ouvi "tem gente que faz qualquer coisa para se casar com um gringo!". Pessoa vê a foto do meu marido e exclama " UAU! Pensei que ele era muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito mais velho!". Sendo que ele é 5 anos mais novo. A pessoa não deve nem dormir a noite, inconformada, por meu bofe ser jovem. Eu lembro da Lolla contar que dá próxima vez que perguntarem como ela fez para arranjar um gringo, ela irá dizer, bem teatral, "Com salto 15, no calçadão de Copacabana!". O chato é que toda a minha história antes do meu marido existir na minha vida, desaparece na cabecinha dos monstrinhos. Eu comecei a namorar meu marido no começo do ano de 2005. Tudo o que eu construí antes dessa data, acabou, foi diminuída, soterrada, esquecida. Não por mim, é claro. Eu sei quantos rios secos eu atravessei. Atravessei rios secos, mas fui imensamente feliz.

Mas ser casada com esse ou aquele, não é o que faz o monstrinho arracar o próprio rabo de, sei lá, inveja. Qualquer coisa que eu fizesse nesta vida, o monstro iria se 'amostrar'. Iria, pois de stalker - invejoso - racista - misógino, quero distancia.

Eu parei com essa putaria de achar que familía, ui!, sagrada, ui!, importante, para sempre!! Parei faz um tempão. Quem precisa de corvos na vida? Aos corvos, a porta é serventia da casa. A porta do meu Facebook, a porta de minha casa, da casa de meus pais.

Bom mesmo é chegar o final do ano e fazer listas daqueles que são de fato minha família. Aquela escolhida por mim. Aqueles que nunca irão me chamar de puta achando que vão me ofender.

Estou aqui fazendo a listinha com os nomes daqueles que tem de receber um cartão de 'feliz ano novo', um telefonema, uma Skypada, uma declaração de amor igual ao que a Luci me fez ontem.

Ou um postal como esse. Obrigadinha, Lus do meu coração.



Risadas, gargalhadas, as mais gostosas. Lisboa. 

7 comentários:

  1. Maaaaaaaaaa bitch!!!! <3 adorei o post!

    bia francisco

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  2. <3 <3 dá pra dizer mais alguma coisa? só mais <3 <3

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  3. Nossa mas tô com muito ciúmes das minhas bitches.

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  4. "nação não é bandeira, nação é união, família não é sangue, família é sintonia"

    feliz de ter a minha. :)

    <3

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