quinta-feira, 10 de maio de 2012

q?

Estou sem tempo para blogar. Ando trabalhando aqui. Em uma instituição americana, senhoras e senhores. Trabalho precarizado, alta rotatividade de funcionários, etc e talz. É o meu primeiro emprego nos EUA. Um emprego que a média americana não quer. Nem na crise. Até uns dias atrás eu não estava fazendo sociologia do negócio. Estava me divertindo muito conhecendo gente nova e clientes malucos. No momento penso em escrever algo como - Um estudo etnográfico sobre o trabalho precarizado nos EUA - Não sei que rumo seguir. Observar o ambiente e dar um rumo etnográfico ou um olhar sociológico? Faço uma critica ao neoliberalismo? Mas tambem posso seguir a linha da sociologia do trabalho, né? Mas a antropologia também tem abertura para discutir essas questões. Ando muito cansada, mas um dia escrevo. Estou encarando como um trabalho de verão.

 *** Sou proprietária do pior condicionador de todos os tempos. Redken para cabelos tingidos. Tem cheiro dos motéis do Entorno de Brasília. Uma lástima.

*** Convites toscos para 'dias das mães' estão surgindo por aqui. Nenhum com os dizeres ' dia no spa sem sua cria'. Estamos trabalhando com desculpas esfarrapadas. E a sacralização da maternidade que reina neste periodo do ano? Não santifica não, santa, senão sobrará para você pizza fria, flores murchas e sexo ruim. Santa não trepa.

 *** Tá. Trabalho para um linha delicinha que eu já usei no passado.Shiseido. O bafão é a linha de tratamento de pele. Mas tem umas maquiagens boas e talz. Cliente esses dias parou no meu balcão com a seguinte questão. - Minha filha usa a linha desde milnovecentosebolinha. De uns dias para cá a pele dela começou a descamar. É como se ela tivesse feito um peeling foderoso. Dai que me ocorreu o seguinte. A Shiseido é japonesa, certo? Então, será que a radiação de Fukushima não atingiu a fabrica onde o produto é produzido e por isso, minha filha está com a pele descamando? Minha cara. - q??? Como sou profissa, pego uma caixinha do produto é leio para a tiazinha sem laundry to do. '' MADE IN USA'' - Distribuido para a pqp e adjacencias. Sem chances de ter sido fabricado no Japão pós-tsunami. Eu sofro, Brazil.

6 comentários:

  1. Hahahahahahah vou rir uns dois dias desse post, musa. Quer saber qual o melhor trabalho sociológico sobre trabalho precarizado nos EUA? Leia Cartas na Rua. ;)

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  2. linda, eu li o post. e ri muito. mas, olha, eu queria dizer mesmo é que estou morrendo de saudades.

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  3. Por falar em cabelos, já disse a você que os meus estão uma ARTE, né amiga?! Puara define o estado atual do coitado. kkkkkkkkkkkkkkkkk Mas, vou seguindo...
    Enquanto à possibilidade da radiação de Fukushima ter afetado a produção do creme, passou longe não... Passou no pico do monte Everest. Sério que ela disse disso? KKKKKKKKK L O U C A.

    Força na peruca, Mari. Você é uma mulher de fibra. Sabe disso.

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  4. Que me desculpem as mães tradicionais, mas até que enfim li algo inteligente sobre o "Dia das Mães",só leio aquelas coisas melosas e repetidas, meu Deus, obrigada por esse bálsamo e não tem importancia se foi contaminado em Fukushima.
    Abraços

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  5. Santa (!!!!) só hj li o post, pós dia da smães pq eu sou mãe de cesárea e tô smepre atrasada! Enfim, ser mãe deve ser padecer, mas fora do paraíso. E de gente maluca relacionada a trabalho, te juro que entendo!

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