sábado, 8 de janeiro de 2011

Paranóia americana

Eu leio sobre uma tragédia como essa e fico sem animo para me mover do lugar onde me encontro. Todos os meus medos se aproximam de mim e um monte de questões reaparecem. Dúvidas. Medo. Paranóia. Vou ao espelho e checo se minha cara de latina está visivel hoje mais que ontem. Eu não quero encontrar um louco armado doidinho para estampar os jornais por ter cometido mais um crime de ódio. A democracia estadunidense é realmente muito forte e bem fundamentada. É o direito de ter armas. Esse país tá muito doente ou eu estou vendo coisas demais?

9 comentários:

  1. Eu acho esquisita essa posição do homem contra o Estado que eles têm. Daí pra ter armas é só um passo.

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  2. Minha impressão de assistir american way of life é de que, ser vivo é algo inexistente, humano é algo irreal, o que vale é cidadão número X possibilidades de um dia, se tornar presidente do país.

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  3. Ronise, eu trocaria o presidente por celebridade em se tratando de Estados com forte culto ao corpo/aparencia como California, por exemplo. Aqui ou é 8 ou 80 - ou se é obeso mórbido (os suburbs ricos estão cheios deles) ou é anorexico e obcecado pelo corpo e pela vida das celebridades. Não existe um foco comum porquê é um país que ainda não fez as pazes com os acontecimentos da Guerra Civil. É um país super dividido e racista onde democracia só existe para o branco rico.

    Lembro que na facu assisti uma palestra do antropologo Roberto DaMatta e ele depois de dar aulas por 20 anos aqui, disse que os EUA eram uma democracia. A gente simplesmente levantou e deixou ele falando sozinho pq tudo demais é sobra.Tudo tem limite.

    Deve ser muito democrático para redes de tv como a Fox que cospe coisas inacreditáveis para o cidadão mediano todos os dias.

    Caminhante, esses dias no twitter eu estava elaborando (ahahahah, jura!) a Terapia do Abraços pro povo daqui para de atirar uns nos outros. Ocorreu um episodio no começo da semana onde outro maluco matou a assistente do diretor da escola, baleou o diretor entre outros.

    Enfim, tudo isso é tão triste.

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  4. Querida, há situações que me roubam todas as palavras, todas as referências, todos os caminhos. É tão distante e ao mesmo tempo tão próximo esse processo de desumanização do outro, de extrema diferenciação porque o mínimo de empatia inviabilizaria grande parte destas ações, não é? Triste, muito triste. Meu mais carinhoso abraço, viu?

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  5. Também fico muito assustada... e o que mais me assusta é não haver nada nos programas falando os prós e os contras de portar uma arma em casa... nadinha de nada... isso é mais assustador ainda, a aceitação de andar por ai armado, e pode acreditar as pessoas estão ficando cada mais mais loucas e cheias de ódio... Triste demais Mari! Beijos no baby do cachinhos mais lindos de IL!!! kkkk

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  6. Mari,
    nunca consegui entender direito a belicosidade americana, pois a mim parece, que eles querem resolver tudo com tiros. Não gostou vai lá e atira! Me dá medo, a violência está por toda parte mas uma população armada certamente é mais perigosa.
    bjs
    Jussara

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  7. Silvia, tu ja viu o filme do Michael Moore que ele fez sobre a tragedia de Columbine? Se não, assite, lá tá bem claro que o problema dos EUA não são as armas e sim o medo do cidadão americano. Eles tem medinho de tudo - se a gente chama para ir ao Brasil eles começam a surtar com medo de besouros gigantes e aranhas comedoras de gente! São ignorantes e bombardeados por teorias conspiratorias o tempo todo. Obrigada ao Canal a Fox TV e ao Glenn Beck. Países como Canadá tem a mesma politica de armas daqui - mas eles não atiram uns nos outros - usam para caçar.

    Palavras, pois é, a indústria bélica é quem carrega os EUA nas costas - a venda de armas. Daí eles precisam de muita guerra, guerrilha, guerrinha. Se não tem, eles fabricam o conflito. Tem raizes historicas essa mania de andar armado e a ideia de liberdade por trás do simples ato de ir ao Walmart comprar munição para a arma. Olha que legal! Tu pode ir ao hipermercado e comprar munição pesada. Aff..daí que os EUA se meteram nos ultimos 60 anos em todas as guerras possiveis e o numero de inimigos reais e imaginarios aumentou. E a população de malucos idem. Uma pena.

    Borboleta, tá ficando tão corriqueiro que daqui a pouco a gente se acostuma, não é mesmo...acostumar com a barbarie.

    Beijos para vcs!

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  8. Mari, por incrível que pareça ontem meu marido disse a mesma coisa que vc escreveu....kkkkk ele passou horas me explicando o "motivo" de serem tão ignorantes e terem tanta gana por armas e paranóias e etc...
    E quanto as besouros gigantes kkkkkk eu ri tanto... mas infelizmente conheci uma pessoa que eu contei que morava em SP, e o quanto era grande a cidade e blá blá blá ela se virou pra mim e disse... ué mas pensei que só tinha animais selvagens, água e índios... fiquei passaaaaaaada a ferro quente... kkkkk nunca imaginei que fosse conhecer alguém tão tão tão sem noção, nem quero mais papo porque realmente não vai me acrescentar nada além de raiva...kkkk
    Beijos viu... vou ver esse filme com certeza!!

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  9. Muitas vezes, as palavras nao alcancam o seu real objetivo e, por isso, ficamos pasmos e inertes. Entao, melhor nem se mover ou o chao se abre e a gente nem sabe pq abriu, caiu.

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