sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Marido e 4Wheels

Eu estava reclamando que a lista de afazeres para 2011 estava em aberto. Não está mais. Teremos uma cirurgia no começo do mês de Fevereiro. Significa que vou ter uma pessoa convalescendo aqui em casa. O marido. Ele adiou o que pode pra fazer a cirurgia até que a dor fizesse ele tomar uma atitude. Alguns olhares de - Eca! Que montinho é esse no seu ombro?! - também contribuiram. Aos 15 anos, correndo de moto, ele quebrou a clavicula. Como ele não fez o repouso como devia, sempre sentiu dores no local da cicatrização. O acidente sofrido em 2009 rendeu-lhe 6 costelas quebradas e roxo no pulmão. No ano passado ele sofreu outro acidente e fragilizou ainda mais a clavicula. Sim, ele conseguiu se acidentar sério por 2 anos seguidos. Enfim, o médico alertou que ele deveria fazer a cirurgia para recolocar o osso no lugar. O osso 'colou' mas em local errado. Tem um calombo alto (gross-y!), dolorido e nada bonito. A cirurgia é inevitável e inadiável.

Apesar do alto número de acidentes sofridos, ele não pensa em parar de correr. Eu coloquei fotos abaixo do tipo de moto que ele pilota. Desde criança que ele é apaixonado por corridas com esse tipo de moto. Ele faz toda a parte mecanica e já sonhou em correr profissionalmente. Ainda bem que ele decidiu ir pra faculdade pois, esse tipo de esporte não rende para o campeão nem a grana da gasolina. Mas ele nunca deixou de participar das corridas amadoras e de assistir os profissonais correrem. Eu brinco dizendo que aqui em casa quem sabe e quem controla o canal de esportes sou eu. Quem assiste ESPN sou eu. Ele não sabe e não quer saber sobre futebol americano, beisebol e basquete. Só pensa em corridas de moto. As vezes assiste as finais do Super Bowl pela farra com amigos. Mas é só.

Da última vez que fui acordada por um telefonema, era ele para me dizer que tinha se acidentado na corrida e que estava sendo transportado para o hospital. Pela manhã fui visitá-lo e ele já estava cogitando vender todo o equipamento e máquinas e nunca mais correr. Claro que havia uma tristeza enorme em suas palavras e eu vi que a decisão de parar de correr não ia durar muito. No dia seguinte ele colocou na cabeça que podia correr for fun e que isso diminuiria o risco dele sofrer outro acidente. Evidentemente que essa é uma decisão muito dificil de ser tomada quando a pessoa é muito competitiva e gostar de acelerar. Ele continua correndo nas mesmas pistas e se registrando para participar dos torneios de sempre.

Eu já o avisei que se ele sofrer outro acidente, que eu me recuso a cuidar de um vegetal. Que se ele pensa que eu vou vestir o manto de enfermeira-boazinha-resignada que cuida de doentinho, que ele está bem enganado. E que se ele morrer, me casarei novamente linda e loura porque eu gosto do mimimi da vida de casada.

Como ele não vai mudar de idéia e parar de correr, só resta torcer para que os mecanismos de segurança da moto não falhem.



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9 comentários:

  1. Mari,só posso dizer que a operação é até bem simples mas a recuperação...é dolorosa.
    bjs
    Jussara

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  2. Ai amigues! Tadinho do seu marido, mas ele quer, né? Fazer o quê? Eu até entendo ele... Deixar de fazer uma coisa que a gente gosta, que faz por prazer é doloroso. Mesmo sendo um hobby que causa algumas sequelas, o que vale é estar ali e correr e participar e... meio mundo de outras coisas e sensações que você sabe, claro. Tô só complementando meu comentário. Já disse que o Ethan é lindo? hihi Um anjo sapeca (pela carinha!).

    .: BOM! Seu marido já está avisado, né?! Viúva solitária é que você não será. HAHAHAHAHA

    Beijo enorme!

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  3. mari, taih mulher corajosa: você. comecei a ler o post e me perguntei "meu deus, o que esse homem faz pra se ferrar tanto, dirige de olho fechado?" nao sabia que era moto e que era por prazer. nao sei como voce aguenta! eu fico desesperada so de ver camilo na beira da via do metrô. encho o saco dizendo pra ele nao ficar tao perto porque morro de medo desse povo doido que empurra as pessoas. imagina se ele gostasse de pilotar motos! credo! eu nao teria paz!

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  4. Torcendo pra que a cirurgia seja simples e a recuperação rápida. Torcendo para que os mecanismos de segurança não falhem. Torcendo para que o gosto pela velocidade vá se diluindo com o tempo (sou mesmo acomodada) e que você não precise trocar seu confortável mimimi por outro. Beijos, baby.

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  5. Mari, que tudo corra bem na cirurgia e na recuperação do seu marido,ok?! Também falo para o meu marido se cuidar porque se ele for na minha frente, "só vou chorar sete dias".Depois, vida que segue...rsrsrsrrs

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  6. Aahahahah! Ronise, acho que agonia é o que o povo sente quando pensa em cirurgia na clavicula. Imagina ficar com o braço imovel.

    Meninas, obrigada, espero que eu consiga manter a criatura em repouso absoluto. O problema com ele é que ele pensa que pode fazer coisas leves mesmo depois de uma cirurgia. Ele não é do tipo que dá trabalho quando doente ou se recuperando de acidentes. Ele dá trabalho pq ele finge que ta tudo ok, que já dá pra ele subir escadas, fazer a propria comida ou até voltar a correr...

    Clara, eu vou chorar por 2 dias e no terceiro irei as compras.


    Beijos proceis todas, suas lindas!

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  7. boa sorte para vc, pois cuidar de homem dodói não é fácil, prefiro mil vezes as crianças.
    mas se a pessoa é forte e resistente eu ainda acho melhor do que aqueles que parecem bebe chorão e ao menor sinal de uma gripezinha já estão gemendo.

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  8. Oi, Lucia, obrigada por comentar. Ler relatos de sobreviventes de cancer é emocionante.


    Felizmente eu não terei que cuidar do marido. Ele não gosta de dar trabalho e não é chorão. Só tenho que mante-lo em repouso.

    bjs

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