domingo, 23 de janeiro de 2011

Da discussão sobre pornografia

Quando conheci meu marido, ele sempre falava de um amigo de infancia obcecado por pornografia. Um dia, ainda na fazenda em Luis Eduardo Magalhães, meu até então namorado me contou que todos os dias recebia vários emails deste amigo TODOS com conteúdo pornográfico. Ele enviava email para o amigo cobrando noticias da familia, amigos, cachorro, papagaio etc e tal. O amigo nunca respondia mas sempre a caixa de entrada estava cheia dos mais diversos tipos de emails de cunho pornográfico. Desde um simples emoticon até filminhos. Daí marido resolveu apontá-lo como spam mas antes, avisou a ele que dali em diante ele ia ser tratado como spammer. Ele nunca mencionou ou respondeu o email de Biddle. Ele simplesmente não lia ou lê os emails de ninguém, só vê pornografia na net e clica em enviar pra toda a lista de amigos.

Quando nos mudamos para cá, tive o prazer de conhecer o amigo viciadinho. Ele estava preparando para se casar. Foi o primeiro casamento que assisti nos EUA. Meu marido foi padrinho e talz. Um dia eu estava reclamando do meu computador todo arrebentado de vírus. E meu marido lembrou-me que o amigo viciado em porn nunca tinha problemas com vírus. Ele simplesmente sabe o perigo que está propenso ao olhar pornografia na net então, ele sabe todas as ferramentas para manter-se livre de vírus. Parece bobo mas faz sentido. Eu quase pedi a ele para me ensinar a proteger meu computador.

Mas esse não era o assunto deste post. Eu estava no Twitter quando essa moça postou este link. Então eu fiquei me lembrando dos relatos que li sobre o tratamento dado as mulheres na indústria pornográfica. Um tempo atrás estava comentando com o marido de como a pornografia destrói as relações entre homem e mulher. Ele me olhou de forma interrogativa. Claro que é necessário parar um pouquinho para entender o porquê da interregação. O texto do link citado acima ajuda muito neste entendimento. Nós lembramos que o casamento do amigo viciado em pornografia está passando por um periodo que eu chamo de frágil. Obviamente, eu não sei as razões reais que motivaram a crise. Mas também não sou tão sonsa a ponto de não calcular as ditas razões ora pescando uma coisa aqui, ora pescando outra ali. Sim, pornografia - CHECK.


Estou muito interessada em ler os estudos da autora. A discussão entre feministas pró e contra a pornografia é um assunto que tô tentando entender a algum tempo. Dizem por aí que existe diretoras de filmes pornôs revestidos de toda uma teoria feminista.

Vamos ver.

6 comentários:

  1. Também fiquei impressionada com o texto que a Caminhante passou. Fico pensando como ai nos Estados Unidos existe toda uma cultura pornô, ela é onipresente total. Até em friends, aquela série levinha, tem muitas referências à pornografia, como se todo mundo fosse consumidor, coisa mais normal do mundo. Aqui na França não existe essa cultura pornografica, pelo menos bem menos que no Brasil e nos EUA. Eh um alivio.

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  2. ai, tem tanta coisa que a pornografia acaba tocando na nossa vida e que a gente nem sente!

    - a criança bisonha que cresce assistindo pornografia vai pra cama depois achando que a gente precisa é de dois tabefes na cara pra ficar louca de tesao ou que pro sexo ser bom, a gente tem que se pendurar no lustre e fazer AQUELA posicao superelaborada. ja começa por aih.

    - e a gente, ar mulé, a gente aprende que sexo bom mesmo termina com uma enxurrada de p. na cara, brother. isso nao eh vida. homens frustrados por nao terem o pau do tamanho do ator ou a mulher que tenta a todo custo satisfazer o cara na cama e esquece de si. sao clichês que vao se repetir ad infinitum. todas as merdas que fiz na cama vieram de cenas de filmes pornos hehehe se eu tivesse soh seguido meu feeling, teria sido mais feliz!

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  3. ah, e soh pra complementar, acho que pornografia nao precisa estar fora do casamento (em um relacionamento qq), que ha maneiras de curtir isso entre o casal, sem histeria. eh como a tv: ela eh ruim pra quem nao sabe filtrar as coisas.

    ps. nao tou dizendo que voce tenha dito que a pornografia era nociva pro casamento, soh tou imaginando aqui o qual deve ser o problema desse casal citado no post em relacao a isso... *curiosa hohoho

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  4. Amanda, eu tenho uma amiga americana e feminista que tocou exatamente no que vc falou - do quao grande consumidor de pornografia eh os EUA e de como eles sao obcecados com isso pois, por um lado sao puritanos e por outro tem toda uma industria lancando filmes e mais filmes pra suprir todas as curiosas taras das mais diversar pessoas.

    Frances cresceu, ne? Os americanos ainda estao na fase oral. Nao vao crescer nunca.

    Luci, eu descrevi a historia do amigo de marido pra tentar compreender que a vida dele sempre esteve pautada pela pornografia. A amizade dele com meu marido nao vai acabar por causa disso mas num relacionamento amoroso eh claro que afeta. Aqui se vc compra uma Playboy tu eh chamado de pervertido entao, imagina passar horas e horas vasculhando a net atras de pornografia. E como tu falou - imagina o cara tentando reproduzir na cama com a companheira os lances de um filme porno. Sexo real nao vem com diretor, luz e enquadramento, ne. Nao eh esteticamente bonito e nem cadenciado como nos filmes dai a pessoa se frustra e pira.


    bjs proces, suas lindas.

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  5. Amigues!:O Incrível o texto dela, viu!? Eu nunca tinha parado pra pensar nisso. No quanto a pornografia é brutal. Eu já assisti a uns trechos de filmes pornôs e nunca parei pra analisar que muitas, não todas claro, daquelas mulheres que deixam introduzir o pênis em seu ânus está sofrendo uma violência em consequência da necessidade do capital, né?! Outras eu sei que gostam da coisa, quer dizer- imagino que existam mulheres assim. Mas a questão é essa mesmo... A brutalidade da mercantilização sexual que chegou ao seu ápice e tem afetado cada vez mais cedo os garotos com o acesso a internet... É... muita coisa a ser pensada, viu Mari?!:~

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