domingo, 3 de outubro de 2010

Posso falar?

"E só não fica feliz com isso uma elite que reclama que tá cada vez mais difícil fazer turismo, porque agora tem gente demais viajando, ou que fica revoltada por não ser mais tão fácil arranjar empregada doméstica. Bem-vindos à realidade." - Daqui.

Sem mais.


E se alguém quiser ver de perto o que é pobreza, eu recomendo visitar as familias do Vale do Paranã no nordeste goiano. Esse lugar é conhecido como bolsão de pobreza do Estado de Goiás e é um lugar privilegiado para analisar desde a situação das meninas empregadas no serviço doméstico precocimente até a expulsão de pequenos agricultores para as cidades devido a expansão da fronteira agricola.

Se preferir dar uma espiadinha na Bahia, pode começar por aqui, eu posso ciceronear uma visita a Luis Eduardo Magalhães. Lá os direitos mais básicos eram violados assim como ocorre em muitos lugares do Brasil. O direito de ter comida no prato, por exemplo. Lembro de uma patricinha da capital espantada quando comentei que tive que pegar as digitais dos trabalhadores da capina do algodão porquê a grande maioria são analfabetos. E ela espantadíssima porquê o país em que ela vive é outro muito mais legal, sem pobreza, sem analfabetos, sem meninas pobres deixando de brincar com outras crianças para limpar casa dos patrões.

Esses lugares nos oferecem múltiplas interfaces quando consideramos o impacto que a bolsa familia exerceu. Então, vamos fazer observação participante?

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