segunda-feira, 24 de maio de 2010

Free stamp para todo mundo

Fui aos correios enviar livros fofos, lindos, cutes infantis para minhas mocinhas no Brasil. Caí dura com o valor da postagem. Sempre caio dura mas ainda não descobri uma forma mais econômica de enviar livros. Na minha cabeça isso nem deveria ser motivo de preocupação. Livros deviam ser free para enviar a qualquer canto do mundo. Minha professora americana e eu temos uma facilidade enorme de viajar. Outro dia nós estávmos sonhando com um tipo de stamp ou selo livre para ser usado no envio de livros, roupas e brinquedos para os lugares pobres. Depois de traçarmos toda a política em torno do tal selo livre caimos na real quando discutimos a famosa palavrinha 'corrupção'. Aí lascou tudo e descemos para a Terra. Faz todo sentido linkar doação e postagem de graça quando você reside nos EUA. Os estadunidenses tem garagem. Sim, e eles não guardam o carro na garagem. Eles guardam a vida lá dentro. Tem toda sorte de trecos nas garagens daqui. Junta aí a grana boa dos salários deles, os Wal Marts da vida e o consumismo desenfreado que tu vai ver a necessidade de uma garagem para estocar, por exemplo, os 4 modelos de churrasqueira que tu usou uma vez. Daí que na primavera é hora de tirar tudo da garagem, dar aquela limpeza, doar metade para o Godwill e fazer as magavilhosas garage sales (que amo de paixão). Na parte de doar é que entrava o selo livre que estávamos matutando. Já pensou dar um limpa nas garagens estadunidenses e enviar os trecos para uma criança na Colômbia que tinha por brinquedo uma garrafa de Coca Cola pet?

5 comentários:

  1. Seria ótimo se o selo livre existisse. Faria muitas pessoas felizes, remetentes e destinatários. Eu provavelmente daria muito mais para pessoas necessitadas de terras distantes se algo do tipo existisse.
    Mas voce ja percebeu que o americano "limpa" as garagens e logo depois enche de novo? Nunca parei para contar, mas acredito que as benditas garagens estão cheias novamente em bem menos de um ano. Será que um dia eles vão aprender?

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  2. Essa ideia do selo é ótima. Eu sou bibliotecária de sistemas, tenho uma especialização em literatura e por isso fiz dos livros meus grandes amigos ao longo da minha infância, adolescência e vida adulta. Sobre as garagens, nada mais correto. Meus vizinhos deixam os carros congelando embaixo da neve no inverno porque eles não cabem nas garagens, que estão entulhadas de quinquilharias. Nós aqui em casa somos uma exceção. Meu marido guardava muita tranqueira mas quando mudei pra cá ele se livrou de boa parte dos cacarecos entulhados dele. Carros aqui em casa só na garagem. E doação é uma prática maravilhosa. Tudo que não quero mais, mas ainda funciona, doo. Sem dó nem arrependimento.

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  3. Coloquei seu blog no meu blogroll para eu acompanhar. Muito bacana.

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  4. Pois e', Keyla, ja' pensou que beleza. Pena que nao e' funcional realmente. Tsc.

    Eliane,
    que looshoo sua especializacao. Eu me sinto tao bem desentulhando e doando as coisas que nao uso aqui em casa. Mesmo porque Monica Geller e eu fazemos todo sentido quando o assunto e' limpeza. Not. Meu marido ta enrolando para doar caixas e caixas de inuteis cards de jogadores de beisebol. (Detalhe: ele nao viu um jogo de beisebol na idade adulta. Era fanatismo passageiro de adolescente os tais cards). O dia que o santo baixar em mim os cards vao parar no Ebay e se de la nao desencalhar, vao para a doacao.

    bjks

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  5. Meu marido também guarda umas coisas inúteis e tem um monte de coisa quebrada e que não funciona mas que ele não joga fora porque diz que "têm valor sentimental". Até caneta enferrujada dentro da caixa já achei. Se tinham valor sentimental por que manter dentro da embalagem? Homens! rs

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