domingo, 28 de fevereiro de 2010

A cunhada e a palavra maldita

Quando retornei do Brasil em no final de Janeiro, minha cunhada recebeu o diagnostico de cancer no figado. Ela só tem 35 anos e atualmente estava comprando a primeira casa e pensando na decoração. Eu a conheço desde que comecei a namorar meu marido em meados de 2005 e, a conheci pessoalmente a 1 ano e meio atrás. Ela é uma mulher linda fisicamente e internamente. Pessoas que ama animais e tem gatos não podem ser ruins não, né?

Ultimamente tenho feito um apanhado mental das coisas que eu sei sobre ela. Sei pouca coisa. Queria saber mais sobre ela. Será que eu já tô me perguntando se ela vai morrer? Provavelmente. É muito egoísta isso da minha parte mas eu tô com tanto medo dela ir embora. O cancer que ataca ela é de nivel 4, bravíssimo. Ela está no Arizona fazendo o tratamento. A familia toda, uma familia pequenina, está lá com ela e eu fiquei aqui cuidando dos gatos e das plantas. Ela não contou a ninguem que tem a doença. Diz que não quer ter o estigma da doença. Sei bem o que é estigma, sister. Erving Goffman também. Ela me disse que ao se recuperar e recomeçar a vida de novo, não quer ser lembrada como a moça que sobreviveu a doença maldita nem que um futuro novo namorado intimamente se pergunte se o cancer irá retornar.

Minha sogra não concorda com ela. Diz que era melhor contar aos amigos e tals. Mas desde que a minha cunhada recebeu o diagnóstico minha sogra não tem agido com bom senso. Já pensou em terapia alternativa para curar a filha e tudo mais...Eu entendo que não deve ser fácil para os pais ouvir que seu filho pode morrer devido a uma doença desta proporção. Eu entendo o desespero de minha sogra pra encontrar o melhor tratamento para a filha única e queridíssima. Mas ainda bem que minha cunhada escolheu o tratamento ortodoxo.


Quando eu tiver tempo, vou escrever algo na linha do coisas que sei sobre você, C.

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