terça-feira, 23 de junho de 2015

Das opiniões não solicitadas:

Americans, ditch the salad dressing!

Americans, if the food came in cans or boxes, avoid it!

Agora sobre privilégios:

Nem todo americano tem dinheiro para comer de forma saudável. A comida enlatada é infinitamente mais barata do que a nao- enlatada, fresh.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Listadas como vadias, punidas por serem mulheres

Flavia Penido postou hoje:

"Vou bater nessa tecla sem parar: enquanto pais ajudarem a reforçar a ideia de que menina sexualmente ativa "não presta" e que menino sexualmente ativo é "pegador", enquanto tivermos o pensamento que quando vazam fotos íntimas a culpa da mulher que "não devia ter se exposto" ao invés de se culpar quem quebrou um pacto de sigilo, isso não vai mudar. Então, vão ali no cantinho e pensem: o que eu estou fazendo para que isso mude?"


A discussão está aqui, no artigo da Jarid Arraes. 

"A sexualidade tem dois pesos diferentes para homens e mulheres. Esse não é um fenômeno recente, mas se perpetua baseado na lógica misógina que objetifica a mulher. No último dia 27, uma matéria do R7 exibiu a situação terrível que as meninas da periferia de São Paulo estão vivendo: em listas chamadas de “TOP 10″ , meninas consideradas “vadias” são expostas nas escolas, nas redes sociais e até nas vizinhanças. Várias meninas deixaram de frequentar as aulas e já houve pelo menos 12 tentativas de suicídio. Embora existam também listas para os garotos, aqueles que entram são considerados “campeões” ou “pegadores”, enquanto as meninas são vistas como “vadias” e “putas”.
Casos como o das listas “TOP 10″ denotam que muitos homens não gostam de sexo, mas sim de humilhar e violentar mulheres. O prazer de muitos deles não está em dividir um ato sexual com uma mulher que considerem atraente, mas sim em dominá-la e exibi-la como uma coisa que não merece respeito.
Isso não se trata de uma questão individual; nossa cultura ensina o tempo inteiro aos homens que eles devem agir dessa forma, humilhando e objetificando as mulheres. Esse ensinamento está nas músicas, nos filmes, na programação da televisão e até mesmo na igreja. Sempre que um garoto escuta que mulheres que fazem sexo são “fáceis” ou “vadias”, sempre que um menino liga a televisão e vê mulheres reduzidas ao papel de corpos para exibição, ele aprende que o seu lugar é o de predador e explorador do corpo feminino.
Por isso, quando adultos, esses são os mesmos homens que publicam fotos íntimas das mulheres com quem transaram – e, ao fazerem isso, eles estão apenas seguindo o roteiro aceito pela sociedade. Afinal, esses homens acreditam que precisam exibir suas “conquistas”, mostrar que são homens que “comem” mulheres e dominam as “vadias”. Mas isso vai além: em muitos casos, o homem não quer apenas propagar o seu feito, mas também marcar a mulher para que ela não “sirva” a nenhum outro. Com a reputação destruída e sendo ele o responsável por essa destruição, a mulher é finalmente punida e ele vira o herói dos seus amigos. É alarmante que um ato tão doentio seja visto como natural e socialmente aceitável.
Essa realidade não é um mero “generalismo feminista”, mas sim uma epidemia que vem provocando a morte de milhares de mulheres. Meninas como as que estão nos “TOP 10 Vadias”, mulheres que têm seus vídeos e fotos vazados e também as que são estupradas, todas elas são vítimas de um mesmo sistema que beneficia os homens, que são celebrados e não sofrem qualquer consequência moral quando têm gravações e fotos íntimas vazadas ou aparecem em listas como o “TOP 10″.
Esse problema precisa ser diretamente nomeado para que possamos enfrentá-lo. Enquanto se coloca panos quentes, as vidas de milhares de meninas e mulheres são destruídas; e enquanto os homens viram as costas para a questão e não confrontam seus amigos por suas práticas misóginas, mais mulheres continuam a ser violentadas e expostas. É mandatório que tomemos nossa responsabilidade nesse quadro – não podemos mais ser ou tolerar uma sociedade que odeia as mulheres."

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Trabalhando em casa

Me comportei muito bem no meu primeiro home office. Fiquei com medo de trabalhar em casa e não corresponder ás expectativas da empresa, mas foi muito bom. Descobri que sou disciplinada e que não ingeri muito mais café do que eu geralmente bebo quando trabalhava no escri. em Chicago.

Foi uma decisão win! win! para mim e para a Stax Inc. A matriz da empresa é em Boston e com a diferença de horário entre Massachusetts e Illinois, eu posso começar a trabalhar no mesmo horário da matriz pois, não tenho de tomar o trem e começar a trabalhar as 9 da manhã.


***


terça-feira, 12 de maio de 2015

A inveja é uma merda

Parece uma rosa
De longe é formosa
É toda recalcada
A alegria alheia incomoda
Venenosa!

(Rita Lee)



Feminismo hoje e outras cositas

"Nunca fiz o q estou fazendo agora: apontar dedo pra minas. Apenas cansei dos ataques. Pretendo nunca mais fazer também. Recado tá dado:
O que eu faço pelo feminismo e pelas mulheres pode ser titica de galinha, mas de uma coisa eu tenho certeza: é MUITO mais do que esse feminismo raivoso doente de facebook que perde tempo esbravejando, cagando regra, caçando carteirinha, rachando minas, dando liçãozinha de moral e indiretas nos murais, tentando se pagar de descolada modernosapor ser ~feminista~ numa busca obsessiva por likes pra bombar a própria auto-estima.
Quer ser feminista? Recomendo que tire a bunda do sofá e venha pro mundo real. Venha conviver com mulheres, conversar com mulheres, acolher mulheres, ajudar mulheres a sair de relacionamentos abusivos, denunciar macho agressor, promover eventos para mulheres, arrecadar dinheiro para tais eventos que contemplem mulheres, estudar junto com mulheres, debater políticas públicas para mulheres...
Tô CAGANDO pra tua opinião ~feminista~ sobre homens, veganismo, maternidade, monogamia, o coletivo feminista, a ONG, sororidade, o céu, a terra, a água e o ar, falando como se a sua opinião actually made a difference em algum universo além dessa bolha virtual.
Isso é só pra dizer que eu não me meto mais (já me metia muito pouco antes) nessas discussões ridículas que vocês ficam dias travando." - Comentário de Georgia Martins Faust 



domingo, 10 de maio de 2015

A cara di recalque

Eu tenho um tio a quem eu chamo de Tio Nêgo. Meu pai também se refere a ele como Nêgo. Ele é o mais pretinho da turma de quatro irmãos daí o apelido. Esse foi até então um assunto nunca explorado até o Dia das Mães deste ano de 2015. A prima não chama tio Nêgo de Tio Nêgo, mas sim por Joaquim, seu primeiro nome.

Discorrendo sobre o assunto no grupo, a prima deixou bem claro que eu '' vejo racismo em tudo'' e que " ninguém tem de concordar com minhas idéias''. Daí você se pergunta o que o C* tem a ver com as calças e eu digo - nada! Bitch is crazy!

Quando eu comentei que ela teria de aprender a interpretar textos o negócio degringolou de vez. Ela me acusou de racista e, que eu vejo racismo em tudo, por ter comentado que chamo meu Tio Nêgo de - veja bem - Nêgo. Detalhe - a moça ém questão é negra. O pai é remanescente do quilombo Kalunga no chapadão goiano na divisa entre Goiás e Bahia.


Depois dela estragar o meu Dia das Mães ( sim, eu celebro e sou feminista, Pode?) e eu ficar completamente desnorteada, marido tirou  o telefone de mim dizendo She is not the sharpest knife in the drawer. Eu sei. Dói.

Eu sei que não era sobre quem é negro ou se vê como negro ou não ---- era sobre mim. É sobre mim. Aquele incomodo, sabe. Aquele que Tina Lopes já falou, etc. Te amo, Tina. Se não fosse você eu estaria aqui me perguntando de como e porquê e como again, a prima começou a surtar.


sexta-feira, 27 de março de 2015

Book Porn e um convite

Inventário das coisas. Dos livros. Dos livros de sociologia. Estou pronta para lecionar. Estou pronta para começar umas aulas de Muay Thai. Alguma coisa para diminuir a ansiedade.









O Oaktom Community College pergunta Quem Tem Medo do Feminismo? São dois de dias de debates, mesas rendondas, convidadas muito especiais.