segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Abestada

Eu caí do simulador de escada, ou seja la que nome tem aquilo. Estava sozinha na academia. Resolvi experimentar o aparelho novo. Meio-dia é um horário que a academia está deserta. As pessoas certamente tem uma agenda mais equilibrada que a minha e, frequentam a academia em horários decentes. Eu, sozinha, deslizando pela escada, gritando help! Foi ridículo. Fiquei com medo da escadaria me engolir. Felizmente ela é mais preparada para enfrentar obstáculos do que eu. Ela sentiu que algo não ia bem e parou. E eu fiquei assim, esparramada nos degraus, feito um sapo, cada mão agarrada num corrimão. Gritando help! Em inglês. Para ninguem vir me acudir.


Porém, faço selfies. Selfies are cool. Cair dos aparelhos não. 



Ontem choveu na roça. E um arco-íris escancarou-se. 



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domingo, 18 de setembro de 2016

Notinhas

Eu não estou na outra rede e não estou reclamando. Eu sinto saudades da Beth Salgueiro. Dos comentários dela. Da interação. La na outra rede. Da Borbs. De Renata Lins. Sempre. Rita bloga diariamente e põe muitas fotos pessoais. Eu não preciso da outra rede para ver as crianças dela crescendo. O que ela andou aprontando no final de semana. Ainda bem mas, dá saudades mesmo assim. Do Daniel dá saudades muitas. Quando vejo o nick name dele no Instagram -- @dgcnascimento -- mentalmente leio Dog Nascimento. Dou uma risadinha besta. Dog Nascimento da Iara. Saudades.

O WhatsApp supre um pouco a lacuna deixada pela outra rede. Minhas mães, pai e amigas recebem updates diários . Na outra rede eles nunca participavam, mas estavam la curtindo fotos do meu menino. O Twitter drenou minhas energias. Me fez escrava. Me enfiou em um poço de banzo e depressao. Agora não  fico afoita em participar de nenhuma outra rede nova. Tenho medo de ser sugada novamente. Talvez hoje o Twitter não teria o mesmo efeito em mim. O tempo da melancolia passou. Hoje estou ouvindo um programa de radio chamado Os Sons do Brasil. Na WDCB Jazz radio station. Eu gosto de jazz. Ouço a radio por prazer.

Dos sotaques: é lindo o radialista pronunciando os nomes dos artistas brasileiros. Estava lendo a Lolla e ela não gosta de usar a palavra fall para descrever a estação do ano. Ela usa autumn. Eu prefiro usar fall. Quando pronuncio autumn, as pessoas English native speakers não entendem o que digo. Esses dias usei a palavra debauchery numa conversa e foi uma peleja pra eu me faz entender. E nunca sei se a pessoa não conhece a palavra ou se meu sotaque é muito thick. Minimalist me deu trabalhão também. 


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Bom. Gostoso. Sublime.

Sublime. Assistir o videoclip Freedom 90 do George Michael enquanto faço esteira. Sao cinco minutos em que eu esqueço o quanto detesto me exercitar. Calcinha e sutiã. Pode ser bege. Nem precisa fazer parzinho. Grandona. Com padronagem americana. Eu gosto. Mascara facial. Daquelas que ficam apenas dez minutos no rosto. Mais que isso é perda de tempo. Mingau de aveia com mel e canela. Ele põe canela em quase tudo. Eu ponho gengibre em quase tudo. Canetas, canetinhas e lápis. Bem macios. Daqueles que da vontade de sair fazendo anotações nas margens dos livros. Eu não faço. Talvez por achar minha letra feia. Quando chega correspondência do Brasil. Abrir o envelope. Os minutos que antecedem. Sublime. Borbs é mestra em narrar essas sensações. Pintar as unhas. Do jeito mais childish possible. Que eu quero que seja divertido. Ter plantas desengonçadas  sobreviventes de uma cuidadora desengonçada. Eu. Encontrar um vestido vintage. Em bom estado de conservação. E ele voltar da lavanderia com cheiro de lavanda. Os abraços do meu filho. Os abraços que pedem algo proibido. Ver TV durante a semana. São  abraços e tentativas de suborno. Ele chega da escola, engrossa a voz e finge ser o pai.

- Honey, cheguei!
- É você, E.?
- Não, é o papai! 



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Um homem talentoso aparece na grande mídia por volta dos 40 anos de idade. Uma vida toda sendo artista. Sem desistir. Um homem talentoso morre assim. It breaks my heart


sábado, 10 de setembro de 2016

Disclaimer

Je ne sors pas du Facebook pour des raisons personnelles. Je n'aime simplement pas l'algorithme de Facebook.

Eu não estou no Facebook. Não é nada pessoal, apenas detesto o algoritmo mudando todos os dias.

I'm not on Facebook. The reason is nothing personal. I just can't stand Facebook's algorithm. 

Merci. 




quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Vai passar?

Marina W diz que Agosto é um mês que ainda terminou. Não terminou para mim também. É uma rasteira atras da outra. E esperas. E ansiedade. E muito esfregar de panelas. Daquelas que faz a unha ficar pela metade.








terça-feira, 6 de setembro de 2016

Final de semana

Rogers Park, Chicago neighborhood



Fotos feitas por mim com iPhone 6.


A scam on LinkedIn -- that makes me mad!

A umas semanas atras, eu fui chamada para uma entrevista de emprego. Uma vaga no ramo de markething. Titulo pomposo. Coisas que sociologos podem fazer. E fazer bem feito.

O predio ficava a uns bons 40 minutos de carro. Pelo menos nao tinha que pagar pedagio. No fim das contas, fui chamada para uma terceira rodada de entrevista. Desta vez, os candidatos peneirados ficariam cerca de 6 horas em Chicago, no centro, acompanhados por um coach da empresa.

Eu fui apresentada a um brasileiro. Ele me acompanharia durante todo o dia fazendo acoes ( quizzes, bussiness plans) e, daria a palavra final sobre a minha contratação. O cara chatinho, com aquele linguajar manjado, contando que era do Rio, casado com uma americana, que tinha não sei quantos franchises no Rio. Com a gente estavam duas outras pessoas. Eles ja tinham sido contratados e estavam em fase de treinamento.

Fomos para a Michigan avenue. A avenida mais importante de Chicago. O coach dirigiu por cerca de 50 minutos do escritório nos suburbs até o centro. Estacionou e fomos eu e ele para uma cafeteria. Os outros dois, segundo ele, iriam para o lugar de sempre e dar inicio ao treinamento do dia.

Eu ouvi toda a historia da empresa, fiz anotações e tentei fazer o maior numero de perguntas possiveis sobre a vaga. No final do dia, voltaríamos ao escritório e eu responderia um questionário.

O tempo passou. Eu tomei cafés mil, almocei pão. Tudo do meu bolso. Gastando dinheiro, gastando gasolina mas com a possibilidade de arrumar um emprego bom.

Ao final do dia, o cara me avaliou e disse para eu encontrar com o resto do pessoal em 15 minutos, numa esquina da Michigan.

La fora, as duas pessoas que vieram comigo no carro, e o tal coach, estavam vendendo titulos de uma empresa - let's just say - do tipo Unicef. Aborda-se pessoas na rua e tenta vender a elas titulos a 20 dolares cada. A pessoa ganha uma camiseta da entidade ao final. Caso eu fosse escolhida para preencher a vaga, ganharia 35 dólares por dia mais 2 dólares por cada titulo vendido.

I'm going to put this way so you can have the whole picture: 
At an 8-hour day, I would need to sell 25 cards to make the equivalente of Chicago's minimum wage.

Desenhei, né?

Naquele momento eu nao sabia se gritava com o coach from hell ou se começava a formular um plano diabólico de vinganca. Pensei em dizer a ele para me levar ao meu carro imediatamente ou eu chamaria a policia e o acusaria de sequestro!

Voltamos ao escritório. Eu respondi ao questionário e fui chamada, pelo big boss, para saber se seria contratada ou não. O cara fez uma cara seríssima, dizendo que precisava confabular com o coach para tomar a grande decisão. Eu fiz uma cara de ansiedade. Minha melhor cara. Ele retornou dizendo que nao era nada pessoal, que eu deveria entender, etc, e que a vaga era minha!

Dai eu fiz cara de Miss sendo coroada! Minha segunda melhor cara. Agradeci horrores. O tal coach veio me dar os parabéns. Me levou até o estacionamento e, como bom brasileiro sem profissionalismo, começou a falar mal da familia dele no Brasil. Que ele ainda seria o maioral nos EUA - que a familia acusava ele de ter casado por causa do green card, etc, e ele iria provar o contrario.

No outro dia, ele me enviou mensagem de texto. Eu estava atrasada, ele disse. Eu repliquei: Are you fucking kidding me????!!!!

Segue fotos:

Eu e meu planinhos.


Fazendo análise e planejando estratégias de marketing para a minha empresa fictícia. 



A poor soul carregando a mesinha. Mesinha, panfletinhos, camisetinhas.