terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Aparentemente os empregadores estão a procura de gents que mantém uma atividade cool tipo, fazer jardinagem, manter um blog, etc. Quando me perguntam em entrevistas de emprego sobre o que eu faço nos momentos livres, digo que escrevo meu blog, que sempre bloguei. Nada shallow, tá? Deixo bem claro que discorro sobre coisas considaradas interessantes. Esmaltes, cabelos e coisas menininhas não rola. Não pega bem no mercado.

Então eu venho aqui e tento manter o blog. Manter o joke. Tem dias que dá vontade de postar

blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá

Ou em inglês

blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah,
blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah,
blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah,
blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah,
blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah,

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Minha retrô de 2014:

- Terminei meu mestrado. 
- Visitei o Colorado. Acampei. Olhei as estrelas de lá.
- Me tornei morena. Morena com corte bob. 
- Perdi a conta do quanto me deletei das redes sociais. E voltei milhões de vezes. 
- Foi o ano em que short women and men vomitaram racismo. Me disseram como eu devia agir, sentir, me comportar nas redes sociais com relação da race relations. #fergunson #tamirrice #ericgarner
- White people around me can't empathize com a dor dos negros e negras americanas. Esse foi o mote, de pelo menos seis meses, desse ano interminável.
- Mãe ficou doente. Minha irmã está passando por uma gravidez de risco. 
- Mãe se recuperou. 
 
( to be continued ... em se tratando de 2014)

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Começou a nevar. Eu não poderia estar mais feliz.

Considerando responder ás perguntas que Phillip Seymour Hoffman faz ao Joaquin Phoenix no filme The Master. Sem piscar.

Revista TPM  ‪#‎PrecisamosFalarSobreAborto‬

Os que passam por mim, aqueles que não conheço, que não fazem parte da minha vida, esses não precisam me olhar nos olhos. Das coisas boas de morar nos Estados Unidos. Os passantes não fazem contato visual. Para me olhar nos olhos tem de ser muito intimo. Temos de trocar intimidades. Os passantes não contam.


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

I am done with you

A gente para por aqui. I am done with you. Não quero ouvir suas desculpas esfarrapadas. Não quero saber porque você está atrasada. E a suas doenças imaginárias? Você se escondendo atrás de doenças que só existem na sua cabeça. Eu não quero mais olhar no dicionário pra saber a diferença entre mentira e mitonomia. Se esconda atrás de seu filho. Dê a ele inúmeras opções de escolha e depois o culpe por ele falhar. E claro que ele vai falhar pois ele é uma criança. Ele já sacou o seu jogo e está começando a te manipular. Você está criando um monstro. O que era para ser saudável, inteligente e cheio de vida está sendo transformado em um ser egoísta, manipulador e corrompido.

A gente para por aqui. A sua incapacidade de ser feliz respinga em quem te ama. Não quero saber da sua última crise. Crise esta inventada afinal, você não pode estar feliz de jeito nenhum. É preciso coragem pra ser feliz. Tem sempre que inventar um problema e ser o centro das atenções e tornar a vida da sua companheira em um inferno. Se esconda atrás de mais um drama que só existe em sua cabeça. Leve o restinho de felicidade com você e fique longe de mim.

A gente para por aqui. Perca seu tempo na ilusão de que seus pais precisam muito de você ao lado deles.  Enquanto você se ilude, a vida vai passando e você não constrói sua propria familia. Tem de ter coragem neste mundo. Coragem você não tem. É bem mais fácil se esconder atrás de uma história de que você não poderá seguir adiante pois, os de casa te chamam. Então fique aí, fingindo que é uma dama de compania. Fugindo do mundo real. Os de casa querem se ver livre de você. Você me entristece. Você entristece quem te criou.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Sonho

Eu sonhei que você me apresentava seus filhos. Estavamos em um terreiro e você chamava suas crianças para que eu as conhecesse. Eu anotava os nomes em um papel. Fiquei espantada por saber que você tivera seis filhos. Ao mesmo tempo eu tentava não te julgar por ter, ao que me pareceu, tantas crianças. As suas meninas não apareciam no sonho. As crianças no sonho me são desconhecidas. Você ia dizendo os nomes -- Fada, Pedro, Lourenço. Eu achava os nomes lindos e você me dizia que Fada era apelido.  As crianças eram magrinhas e com o cabelo igual ao seu. Pareciam bem cuidadas apesar das roupas simples e do chão de terra batida. Você falava com elas com uma voz doce. Falava bem baixinho. Eu não me lembro do nome de duas das crianças. Você disse que o nome da criança caçula era Louco. Parecia que você ficara com vergonha de me apresentar o menino com problemas mentais e motoro, mas você fez mesmo assim. Eu perguntei porque você colocou aquele nome no seu filho. Louco. E o menino começava a chorar e quando eu olhava para ele, parecia um boneco de madeira e vertia serragem da barriga. Você o limpava e o consolava. A sua irmã caçula ficava ao nosso lado falando que eu não deveria estar ali. Ela falava com a voz cheia de raiva. Ela sabia que você estava morta mas eu não. Eu te via viva no meu sonho, com suas seis crianças, com a voz sempre doce.