sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A sua sutileza em me enviar SMS com a palavra deus, escrita repetidas vezes, em maiúsculas.

Escolhi um filme com Sir Michael Caine. Um pouco de classe no comecinho da minha noite.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

To be continued

  O respeito no transito. Cadeia certa para quem dirige alcoolizado. Um pouco de justiça social aqui e eu adoro. Quando estou fazendo caminhada, mesmo estando na calçada, os carros desaceleram e mudam de faixa ao passar por mim, por qualquer transeunte. 

  Nenhuma mulher morre ao fazer um aborto clandestino pelo simples fato do aborto aqui não ser um crime. Abortos são feitos nas clinícas especializadas e garantido por lei. Veja aqui. Minha cunhada ficou escandalizada ao saber que o direito ao aborto segurado por lei -- no caso de uma gravidez indesejada -- no Brasil não existe. Aqui, apesar de fundamentalista religiosos do meio dos infernos querendo fechar as clínicas, toda mulher pode abortar de forma segura -- naquele tempo de gravidez estipulado. 

  O lixo vai para o lixo. Conversando com uma cuidadora da floresta no Colorado, ela disse que a 30 anos atrás as pessoas sujavam mais o meio ambiente. Que agora existe uma participação coletiva em manter o lixo no lixo bem maior. Aqui as pessoas usam as lixeiras, recolhem o proprio lixo e eu morro de vergonha ao lembrar a situação no Brasil.

  A figura da empregada doméstica. Não existe. Cada um limpa seus negócios, seus trens, suas coisas, suas casas. Do jeito que dá e com participação de todos. Não escuto o papo furado de dondoca e dondocos dizendo o quanto fulaninha é porca e faz tudo mal-feito. Lolla sempre diz que as madames brasileiras precisam baixar o padrão de limpeza. E não é verdade? Dá para limpar tranquilamente a casa se o fanatismo por limpeza diminuir e os folgadinhos do resto da familia participar. Dizem até que casais que limpam a casa juntos trepam melhor. Ei! Não custa tentar.

  Por falar em limpeza, os produtos são mágicos e máquina de lavar e secar roupas, aspiradores de pó e lavadora de louças tem preços bom e funcionam direito sem entortar por qualquer coisinha. Isso ajuda muito a manter a casa limpa. 

  Parto normal. Cirurgia só em caso de emergência. 

  Receber cantadas na rua. Não vai acontecer com você aqui. Não ser constrangida por um Fiu-Fiu! Que maravilha!

  E por fim:


Para os americanos branco é branco, preto é preto (e a mulata não é a tal *)
Bicha é bicha, macho é macho
Mulher é mulher e dinheiro é dinheiro. 
                               Caetano Veloso

Ou toda a letra da música. Para o bem ou para o mal. É por isso que não volto. Não é somente isso, né? Tem os zilhões de problemas, no entanto, tem essas coisas aí que me fazem ficar. 


*não é talzinha. Ela tem um nome.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Dia Latino Americano de Descriminalização do Aborto

* Faltam 18 Dias para o Dia Latino Americano de Descriminalização do Aborto *
Bravo para Wendy Davis, mas o aborto das mulheres são é da sua conta
Nem todas nós temos apoio para revelar as gestações que interrompemos. Nem todas nós queremos ser tão corajosas. E nenhuma de nós deveria ter que ser
Tradução de Iara Paiva
Quando seu livro de memórias chega às lojas no meio de sua campanha para governadora do Texas na terça-feira, os leitores ficarão a par de momentos extremamente pessoais na vida pública de Wendy Davis. Trechos iniciais do livrorevelado no fim de semana mostram que Davis passou por dois abortos – um que encerrou uma gravidez ectópica perigosa e outro que pôs fim a uma gravidez no segundo trimestre depois que um médico constatou anormalidades fetais graves.
Em um clima político tão hostil às mulheres e aos direitos reprodutivos, esse tipo de divulgação é, sem dúvida, corajosa. Mas em um mundo onde não há privacidade para as mulheres e seus corpos, é vergonhoso que temos de pôr a nu as nossas vidas reprodutivas apenas para que outros possam – talvez, se tivermos sorte – ver-nos como pessoas completas.
Porque, realmente, os abortos das mulheres não são da sua conta – nem mesmo aqueles de uma figura pública, nem mesmo aquela que se tornou uma figura internacional por causa do direito ao aborto. Não deveríamos ter de nos explicar ou justificar nossas decisões de vida: nossos abortos são só nossos.
Pesquisas mostram que falar com as pessoas sobre questões como o aborto ajuda a diminuir o estigma em torno de interromper uma gravidez. Mas por que as mulheres devem divulgar seus momentos mais íntimos para o mundo, para que as pessoas entendam o quão básico e necessário realmente é o direito ao aborto? Se você olhar de perto, na política mas não só, estas revelações não são histórias compartilhadas de boa vontade, já que são lembretes desesperadas da humanidade das mulheres.
Em 2011, por exemplo, Jackie Speier, deputada da California, revelou seu aborto no plenário da Câmara em meio a um debate que poderia ter cortado o financiamento federal para a Planned Parenthood ¹. Speier se sentiu compelida a dizer alguma coisa depois de um legislador New Jersey descreveu um aborto no segundo trimestre em detalhes:
Esse procedimento que você falou foi um procedimento que eu sofri. Eu perdi um bebê. Mas você se colocar neste plenário e sugerir, como você fez, que de alguma forma este é um procedimento que é ou bem-vindo, ou feito com desprezo ou sem qualquer reflexão é absurdo. “
Os comentários de Speier chegou em um momento em que a maior provedora de serviços de saúde reprodutiva das mulheres estava sob um ataque de grande escala pelo Partido Republicano², um ano em que os estados promulgaram umnúmero recorde de restrições ao aborto, quando a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que autoriza hospitais a deixar as mulheres morrem, em vez de dar-lhes um aborto para salvar vidas.
Mas Speier não foi a primeira mulher a declarar ter feito um aborto e levar o “debate” da teoria desconectada para a realidade da vida das mulheres.
Em 1971, feminista Simone de Beauvoir publicou “Le Manifeste des 343”, uma demanda pelo direito ao aborto seguido de uma lista de pessoas divulgando seus abortos. O manifesto, publicado quatro anos antes de o aborto ser legalizado na França, condenou o sigilo em torno de abortos ilegais, dizendo que as mulheres estavam “veladas em silêncio”. Em sua edição inaugural, um ano depois, a revista Ms correu uma lista similar. Um ano depois, Roe v Wade legalizou o aborto nos EUA.
Então talvez divulgações aborto levem ao progresso: Hoje, na campanha 1 em cada 3 - um aceno para uma em cada três mulheres americanas que farão um aborto em sua vida – apresenta histórias de mulheres (e alguns homens) falando sobre suas experiências com o procedimento. Como Steph Herold, vice-diretora do Sea Change Program, me disse depois dos trechos do livro de Davis tornarem-se um viral na sexta-feira à noite:
Amigos que compartilham histórias com amigos, familiares compartilhando com os membros da família – isso tem o potencial de mudar as atitudes.
Herold acrescentou que figuras públicas – heróis – como Davis que falam sobre o aborto, também abrem as portas para outras mulheres divulgarem e compartilharem as suas experiências.
Mas nem todas nós temos a rede de apoio Wendy Davis. Nem todos nós queremos ser tão corajosas. E nenhuma de nós deveria ter que ser. “As pessoas não deveriam ter que divulgar momentos íntimos, pessoais e dolorosos, a fim de mudar os corações e mentes sobre uma questão,” Herold disse-me.
Não há dúvida de que as passagens sobre o aborto das memórias de Davis irão ecoar nas mulheres, especialmente aquelas que sofreram interrompendo gestações desejadas. E ler algo assim – em num momento em que as clínicas tão necessárias estão fechando e a suprema corte dos EUA declarou que a intimidação de mulheres vulneráveis do lado de fora das clínicas de aborto qualifica-se como “liberdade de expressão” – é compreender como é errado legislar sobre cuidados médicos familiares:
Eu podia sentir seu pequeno corpo tremer violentamente, como se alguém estivesse a aplicando um choque elétrico nela, e aí eu soube o que precisávamos fazer. Ela estava sofrendo… No escritório de nosso médico, com lágrimas caindo dos rostos de amnos, Jeff e eu olhamos para coração pulsante da nossa filha bebê na tela ultra-som pela última vez. E vimos como o nosso médico o calou. Era o fim. Ela tinha ido embora. Nosso bebê muito amado se foi. “
Compartilhar um momento como este é um ato que vai além da generosidade. Mas isso não deve ser necessário.
Notas da tradutora
¹ Planned Parenthood é uma ONG internacional que promove saúde e direitos reprodutivos.
² No original, “GOP”, a sigla para “Great Old Party”, uma maneira de se referir ao Partido Republicano.

domingo, 24 de agosto de 2014

Deu na revista

O sapato sapatênis? da Dior é feio. Feíssimo. É um misto de tênis com salto alto.


Olivia Wilde amamentando o filho na revista Glamour. O que causa burburinho na América.


Eu não entendo a Kate Moss ser famosa. Eu vi a geração de modelos - a supers - no clipe do George Michael. Aquelas modelos no clipe Freedom

Coloquei um tom chocolate, da Richesse, nos meus cabelos. Liguei da loja de cosméticos para um amigo querido no Brasil. Queria uma opinião de um profissional de beleza. Minha amiga tinha acabado de chegar ao salão de beleza dele. Como sou canceriana, acho tudo mágico. 

Como até pouco tempo eu estava na escola, Ethan acha que sou  mais nova do que Clint pois, you just finished high school ( o ensino médio daqui). Se eu finalizei o tal ensino médio depois de Clint, significa que sou mais jovem do que ele. rsrsrs. 



sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Tiradinhas

Eu sei que sou facinha, facinha. Eu sou facinha de gostar e gostei muito do Colorado. Das montanhas do Colorado. Poderia viver por lá tranquilamente. Ver as estrelas e os despenhadeiros. Dormir em barraca ouvindo o barulho da chuva. Andei, andei e andei seguindo o curso dos rios. Anos morando com um rapaz para depois descobrir que ele não é do tipo que faz trilha. O joelho do cara já era. O jeito é cada um ir para um lado. Eu andando, ele pilotando moto. No Colorado não fiquei com saudades dos ventos loucos do Illinois.


***

Digitei o nome de uma intragável no telefone. O telefone corrigiu o nome para Iansã. Coitada de Iansã. Ela não merecia.


***

Jogo do currículo. Coisas de Marina W.

- Eu não faço a sobrancelha.
- Eu não uso chapinha.

Eu sou fútil.

***

Sobre hímen e mercadorias. Uma mulher diz para meninas de 10 anos de idade que elas não podem andar de bicicleta. A mulher não explica por quê mas a cara que ela faz nos dá a dimensão de que algo muito ruim acontecerá se meninas mocinhas andarem de bicicleta. Branca, sulista e professora. Niguém, nos ignorantes e machistas anos 80 lá onde só tem pedra, a contestou. Acataram.

Andar de bicicleta poderia romper o hímem das meninas nascidas na pedra. And God forbids se as  mercadorias perdessem o lacre. Perdessem o valor.

***

Dizem que eu não faço nada pois aqui até o alho vem descascado. A roupa sai da máquina pronta para vestir. Mulheres americanas que não fazem nada. O horror!

Duas coisas difíceis de por na cabeça de uma certa classe mérdia. Olhando daqui da América do Norte.
- Quando um estrangeiro, em visita ao Brasil, diz que só os muitos ricos fazem uso de empregadas domésticas nos EUA.
- Quando um estrangeiro diz que os homens brasileiros são machistas.

Preste atenção. Só os muitos ricos. Não é a classe média americana. É classe muito rica americana que pode pagar  pelos serviços de serviçaís. Se não pode pagar, não é rica. É classe média. E tenho certeza que, se compararmos a classe média americana em termos de $, essa classe média tem um poder economico bem maior que a dita classe média brasileira. Quem é classe média aqui limpa a própria privada. Daí que entra a questão do machismo. O homem americano limpa a própria privada. Casais dividem as tarefas de casa. E se um deles alardear por aí que, oras, ele tirou o pó e pos as louças para lavar para ajudar a esposa, gentes dirão  - Do you want a cookie? O cabra não faz mais que a obrigação.

A classe média brasileira acha que é rica.








sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Assombrando criancinhas

Lá vamos nós para mais um playdate com as crias. Lembram se de quando eu disse que não seria soccer mom - motorista de menino e talz? Então. Ethan e amiguinho no carro. Ethan bate a real para o menino. Minha mãe não gosta de crianças. Minha mãe detesta o McDonalds. Meu pai e minha mãe não tomam refrigerante. 




Dá umas horas e eles vão brincar no quarto. Escuto Ethan dando xiliques e me perguntando por que raios eu botei todos os bichinhos de pelúcia dele de volta á cama e armários. Ele tinha escondido todos os bichinhos debaixo da cama para que o amigo não os visse. O amigo diz - calma que eu também tenho bichinhos de pelúcia. <3 p="">


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Novelas não fazem o bem

Estou indo alí e dando um tempinho do Facebook e outras redes 'sensuais'. Isso não significa que estou indo ao Brasil, ver mãe, agora, agorinha. Tenho projetinhos para terminar e preciso de foco.

Mãe e eu chegamos a conclusão de que a pior novela do mundo i.e. tudo do Manoel Carlos, contribuiu com esse baque na saúde dela. Agora ela tá satisfeitinha com a novela Império. Eu também. A gente merece se jogar no sofá e ver uma novelinha boa -- e depois papear no telefone sobre Drica Moraes e cia.

Mãe é vaidosíssima. Quando ela reclama que tá desleixada e preciso de um salão, significa que ela tá bem. Que vai ficar tudo bem. Parece tão tosco mas esse é um dos sinais de que ela não está deprê. Que ela tá ativa, que a memória ta boa, que ela tem  planos.